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Nossa Senhora da Vitória

>> terça-feira, 11 de março de 2014

nossa-senhora-da-vitoria1Nossa Senhora da Vitória é um ícone católico venerado em Portugal, em particular na Freguesia de Famalicão, conselho da Nazaré, Portugal.
Na paróquia de Famalicão, um dos antigos cultos populares é a Nossa Senhora do Livramento, a qual se encontrava num pequeno nicho junto à estrada, na localidade de Quinta Nova. Esta imagem foi venerada por muitos, que por ela passavam em direção à Nazaré. Mais tarde, teve de ser recolhida para a casa da proprietária do terreno, devido a assaltos e vandalismos.
Do culto à Senhora da Vitória em Famalicão no concelho da Nazaré, sabe-se que foi trazido pelas gentes da Praia das Paredes da Vitória, que no início do século XVI se vieram fixar, trazendo com eles o culto de Nossa Senhora da Vitória.
Origem
Relembra que a Virgem Maria, vitoriosa, pode levar os cristãos à vitória em suas vidas. Em Portugal, foi introduzida a devoção por Dom João I, para comemorar a vitória na Batalha de Aljubarrota.
A primitiva Imagem da Senhora da Vitória não chegou até aos nossos dias, mas podemos ver a bandeira com a respectiva imagem, a qual facilmente se constata que tem pouco a ver com a imagem que hoje se venera, e que é datada do século XVIII.
Escultura em madeira policromada de regular qualidade, com olhos de vidro, representando a Virgem Maria com o Menino ao colo, assente numa nuvem com várias cabecinhas de anjo, sob a invocação de Nossa Senhora da Vitória, evocando a vitória da vida sobre a morte, entre o bem e o mal. Sobre o ombro esquerdo pende um manto azul bordado a efeitos vegetativos dourados, que cai em ligeiras pregas até aos pés. No seu braço esquerdo, segura o Menino, de largos caracóis louros. A Imagem foi ao longo dos tempos se degradando, tendo sido feitos alguns trabalhos de restauro, os quais lhe foram retirando a pintura inicial. Foi restaurada profundamente em 20 de Maio de 2005, aquando da comemoração dos 100 anos da sua Coroação, tendo sido feito um trabalho de limpeza até à própria madeira, sendo posteriormente pintada com as cores originais.
Da herança que nos chega até hoje, só se pode ver a inúmera quantidade de ouro e mantos, entre outros objetos, que ao longo dos anos, o povo da Paróquia ofereceu à sua Padroeira.
A festa de Nossa Senhora da Vitória tem lugar no segundo Domingo de Agosto, trazendo consigo inúmeros romeiros.
Imagem restaurada em Portugal de N.S.Vitória
Imagem restaurada em Portugal – madeira policromada de N.S.Vitória
No Brasil, Nossa Senhora da Vitória é a padroeira oficial do Clube de Regatas Vasco da Gama, que possui fortes conexões com a cultura portuguesa.
Ainda no Brasil existe a Igreja de Nossa senhora da Vitória de Oeiras no Piauí, tendo sido elevada a categoria de freguesia em 1696 e mais tarde construída pela iniciativa popular, o templo atual concluído em 1733. Nossa senhora da Vitória é ainda a padroeira do estado do Piauí e das cidades de Málaga na Espanha, São Luís do Maranhão e Vitória do Espirito Santo onde existe a Catedral Metropolitana na cidade. É também padroeira da Arquidiocese de Vitória da Conquista na Bahia.
A festa de Nossa Senhora da Vitória foi instituída em 08 de fevereiro de 1943 – A festa litúrgica é 15 de agosto.
Não se deve confundir Nossa Senhora da Vitória com Nossa Senhora das Vitórias, pois esta última trata-se de outra devoção originária na França que por ordem do rei Luís XII lançou em Paris por volta de 1627 a pedra fundamental de uma igreja que se chamou Nossa Senhora das Vitórias.
Oração à Nossa Senhora da Vitória
Ò minha mãe amorosíssima Senhora das Vitórias, eis me aqui aos vossos pés para implorar o vosso patrocínio.Não ignoreis a graça que com tanta confiança vos imploro.
Atendei as minhas súplicas, se qualquer mãe aqui na terra acode solícita ao filho não o fareis também Vós Ò Maria?
Deixareis que triste e desatendido de vós se aparte o vosso Filho?
Nem me objeteis, ò Senhora minha que com as lágrimas que eu derramaria, melhormente eu seria recompensado na vida futura .
Tão Poderosa como sois, pela graça bem podeis dispensar as angústias momentâneas do vosso filho.
Relevai as pois, sem prejuízo de minha salvação excitando ao mesmo tempo em meu coração os sentimentos da mais piedosa gratidão e as chamas da mais ardente caridade para que assim possa atingir a mais alta perfeição.
Concedei-me, portanto, Ó mãe amorosíssima a graça que vos Suplico.
Assim Seja!!!
Igreja Nossa Senhora da Vitória
Igreja Nossa Senhora da Vitória
A Igreja de Nossa Senhora da Vitória de Ilhéus
A igreja da Vitória é um local histórico que remonta ao século XVI. Entretanto, por ter sofrido pelo menos dois incêndios e muitas reformas, seu projeto arquitetônico foi inteiramente modificado, não apresentando nada do original. Segundo os historiadores e segundo os conceitos mais modernos de patrimônio cultural, pode-se afirmar que esta igreja representa um patrimônio cultural de singular valor, pois traz toda uma lenda que envolve a fé cristã dos colonos portugueses à época das invasões francesa e holandesa no Brasil e uma tradição de fé que perdura até nossos dias.
Segundo Borges de Barros (1981), essa igreja está entre os templos mais antigos da Vila de São Jorge, que àquela época se chamava Nossa Senhora da Neves e depois teve o nome trocado para Nossa Senhora da Vitória ou das Vitórias.
Os colonos portugueses que habitavam a vila de São Jorge entraram em luta com os aimorés e, vencer a luta, parecia algo impossível. A vitória obtida foi atribuída à ajuda de uma mulher muito branca, que foi vista por muitas pessoas, inclusive por alguns indígenas, lutando ao lado dos colonos.
No final do século XVI, houve novamente a intervenção da santa, quando os colonos conseguiram expulsar os franceses que invadiram a vila. Borges de Barros afirma que os habitantes da cidade tinham menor número que os franceses, mas eram chefiados pelo mais valente, que havia se mostrado muito disposto nos assaltos passados, um mameluco chamado Antonio Fernandes, que tinha por alcunha, o Catuçadas, pela forma como abatia o inimigo. Que com um pequeno exército de vinte homens abateu cinqüenta e sete franceses.
O dia 15 de agosto é comemorado pela tradição católica como o dia da Assunção da mãe de Jesus. Nesse dia, é comemorado na cidade de Ilhéus, o dia de Nossa Senhora da Vitória, uma das padroeiras da cidade.
O frei Agostinho de Santa Maria fornece informações sobre as imagens da Virgem existentes na vila. Diz ele que, como a imagem primitiva que existia na vila estivesse muito estragada, um devoto mandou fazer outra em Lisboa, no ano de 1680. Esta imagem teria chegado estragada em Ilhéus, porque a embalagem não havia sido bem feita. Nessa mesma época, um outro devoto, Manoel Filgueiras, rico negociante em Salvador, mandou construir uma nau em Ilhéus. Ao sair da perigosa barra, a embarcação quase naufragou e ele pediu ajuda a Nossa Senhora. Em agradecimento enviou a imagem danificada para Lisboa, para ser consertada, e ela voltou perfeita.
No ano de 1887, um incêndio destruiu a igreja com suas imagens, inclusive aquela trazida de Lisboa no século XVII. A imagem que existe atualmente na igreja foi entalhada em Salvador e data do século XIX. A igreja passou um tempo abandonada e foi ficando em ruína, quando o coronel Domingos Fernandes da Silva custeou sua recuperação e a obra foi concluída em 1905, tendo sido seu estilo completamente modificado. Em 1913 foi realizada uma nova intervenção, patrocinada pelo mesmo coronel Fernandes.

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Nossa Senhora da Purificação

Afresco de Giotto di Bondone - Cena 19 da vida de Cristo - Em Pádua - Itália
Afresco de Giotto di Bondone – Cena 19 da vida de Cristo – Em Pádua – Itália
A apresentação de Jesus no Templo, celebrada no dia 2 de fevereiro, celebra um episódio da infância de Jesus. Na Igreja Ortodoxa e em algumas Igrejas Católicas Orientais, ela é uma das doze Grandes Festas, e é por vezes chamada de Hypapante (literalmente “Encontro”, em grego), Outros nomes tradicionais são CandeláriaPurificação da Virgem e Encontro do Senhor. Na Igreja Católica Romana, a festa é uma das maiores, realizada entre a Festa da Conversão de São Paulo, no dia 25 de janeiro, e a Festa do Trono de São Pedro, em 22 de fevereiro.
No rito latino da Igreja Católica, a Apresentação de Jesus no Templo é o quarto Mistério Gozoso do Santo Rosário. Com a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II, esta festa tem sido referida como a festa da Apresentação do Senhor.
A festa da Apresentação é uma das mais antigas festas da Igreja.
A mais antiga referência sobre os rituais litúrgicos específicos sobre a festa foram descritos pela freira Egeria durante a sua peregrinação à Terra Santa entre 381 e 384. Ela reportou que 14 de fevereiro era um dia solene em Jerusalém, com uma procissão até a Basílica da Ressurreição de Constantino I, com uma homilia sobre Lucas 2:22 e uma Liturgia Divina. A chamada Itinerarium Peregrinatio (“Itinerário da Peregrinação”) de Egeria não oferece, porém, nenhum nome específico para a festa. A data de 14 de fevereiro indica que em Jerusalém, na época, celebrava-se o nascimento de Jesus em 6 de janeiro, dia da Epifania. Nas palavras dela:
Apresentação do Senhor -  Por Hans Holbein, o Velho - Kunsthalle de Hamburgo, Alemanha.
Apresentação do Senhor – Por Hans Holbein, o Velho – Kunsthalle de Hamburgo, Alemanha.
Originalmente, a festa era uma celebração menor. Mas então, em 541, uma terrível praga irrompeu em Constantinopla matando milhares. O imperador bizantino Justiniano I, em consulta com o patriarca de Constantinopla, ordenou um período de jejum e oração por todo o Império Bizantino. E, na festa do “Encontro do Senhor”, organizou grandes procissões por todas as cidades e vilas, além de um serviço solene de orações (Litia) para pedir a libertação de todos os males e o fim da praga. Em agradecimento, em 542, a festa foi elevada para uma celebração mais solene e passou a ser celebrada por todo o império pelo imperador.
Em Roma, a festa aparece no “Sacramentário Gelasiano”, uma coleção de manuscritos dos séculos VII e VIII associados com o papa Gelásio I, mas com muitas interpolações e algumas fraudes. É ali que aparece pela primeira vez o novo título da festa, “Purificação da Abençoada Virgem Maria”.
Nossa Senhora da Purificação
Há várias denominações para a Virgem da Purificação, entre elas destacam-se: Nossa Senhora da Candelária, das Candeias, da Luz e da Apresentação.
Maria, executou sua parte no Plano da Salvação, seguindo todos os ensinamentos para que tudo se cumprisse conforme a vontade do Criador, de acordo com as Sagradas Escrituras.
Maria-KellyAs mulheres dessa época eram consideradas impuras após o parto. Eram afastadas durante alguns dias do convívio social e das atividades religiosas no Templo. Passado o resguardo a mãe e a criança deveriam ir ao Templo. Ela para ser “purificada” conforme a Lei, a criança para ser apresentada ao Senhor.
No tempo determinado, a Sagrada Família foi ao Templo para a apresentação do Menino Jesus, à Deus-Pai. Maria na sua infinita humildade submeteu-se à cerimônia da purificação. Por este motivo, para demonstrar o grande respeito e carinho à Santíssima Virgem, os primeiros cristãos passaram a comemorar o dia da Purificação de Maria, em 02 de fevereiro.
O Papa Gelásio, que governou a Igreja entre 492 e 496, acabou instituindo para toda a cristandade esta procissão noturna dedicada à Mãe Santíssima. O trajeto, que representa o primeiro caminho percorrido pela Sagrada Família, deve ser todo iluminado por candeias, ou candelárias, e os fiéis carregam nas mãos velas acesas, entoando hinos em louvor à Maria. Dessa antiga tradição, veio o título de Nossa Senhora das Candeias, ou da Candelária.
A festa de Nossa Senhora da Purificação é uma das mais antigas do catolicismo. Mas esse dia de luz tem um enfoque todo especial para o corpo da Igreja. É que em geral, religiosos e religiosas o escolhem para pronunciar seus votos solenes de castidade, pobreza e obediência, para consagrar e colocar suas vidas à serviço do Senhor.
No Brasil a Igreja de Nossa Senhora da Purificação de Santo Amaro em Salvador/BA, é uma das mais antigas do Brasil e data de 1608.
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Nossa Senhora do Rosário

Lorenzo Lotto (1480–1557)
Lorenzo Lotto (1480–1557) – Óleo sobre tela
Galeria: Igreja de San Nicolo, Cingoli, Italy
Nossa Senhora do Rosário possui um devoção muito antiga. Teve origem com os Monges irlandeses no século VIII, que recitavam os 150 Salmos. Como os leigos não sabiam ler, os monges ensinaram a rezar 150 Pai Nossos, que mais tarde foram substituídos por 150 Ave Marias. Assim, a devoção, começou a se espalhar pelo mundo.
Em muitas aparições de Maria Santíssima, Ela pede, ensina e reza junto, a oração do Rosário, como em Lourdes, em Fátima e tantas outras.
Rosário de Nossa Senhora
A palavra Rosário quer dizer um tanto de rosas, um buquê de rosas que se oferece a Nossa Senhora. Cada Ave Maria é uma rosa que oferecemos à Mãe, com carinho e esperança. Assim, quando rezamos o Santo Rosário completo, oferecemos um buquê de duzentas rosas a Nossa Senhora.
A devoção de Nossa Senhora do Rosário
São Domingos de Gusmão, fundador da Ordem dos Dominicanos, foi o grande propagador do Rosário no início do século Xlll. A Igreja lhe conferiu o título de Apóstolo do Santo Rosário. Naquela época havia muitos hereges que desviavam os fieis da Igreja Católica. São Domingos, com a prática da oração do Rosário, a pedido de Nossa Senhora, começou a combater as heresias dos albingenses, que crescia vertiginosamente na França.
O Papa mandou vários missionários para combater os hereges, mas nada conseguiram. Somente São Domingos, com a criação de sua ordem e com a insistente oração do Rosário, é que conseguiu acabar com esses hereges. São Domingos dizia que em todas as orações do Rosário pedia a intercessão de Maria Santíssima para converter os hereges e com o passar dos anos conseguiu.
Obra de Caravaglio
Caravaglio (1607) Óleo sobre tela
A Batalha de Lepanto e a festa de Nossa Senhora do Rosário
O contributo de S. Pio V, um antigo dominicano, para a história do Rosário não se fica por aqui. O grande reformador criou também o último grande momento da antiga Cristandade, a unidade dos reinos cristãos à volta do Papa. Os turcos otomanos, depois do cerco e queda de Constantinopla em 1453, o fim oficial da Idade Média, e das conquistas de Suleiman, o Magnífico (1494-1566, sultão desde 1520), estavam às portas da Europa. Dividida nas terríveis guerras entre católicos e protestantes, a velha Europa não estava em condições de resistir. O perigo era enorme.
Além de apelar às nações católicas para defender a Cristandade, o Papa estabeleceu que o Santo Rosário fosse rezado por todos os cristãos, pedindo a ajuda da Mãe de Deus, nessa hora decisiva. Em resposta, houve um intenso movimento de oração por toda a Europa. Finalmente, a 7 de Outubro de 1571 a frota ocidental, comandada por D. João de Áustria (1545-1578), teve uma retumbante vitória na batalha naval de Lepanto, ao largo da Grécia. Conta-se que nesse mesmo dia, a meio de uma reunião com os cardeais, o Papa levantou-se, abriu a janela e disse “Interrompamos o nosso trabalho; a nossa grande tarefa neste momento é a de agradecer a Deus pela vitória que ele acabou de dar ao exército cristão”.
A ameaça fora vencida. Este foi o último grande feito da Cristandade. Mas o Papa sabia bem quem ganhou a batalha. Para louvar a Vitoriosa, ele instituiu a festa litúrgica de ação de graças a Nossa Senhora das Vitórias no primeiro domingo de Outubro. Hoje ainda se celebra essa festa, com o nome de Nossa Senhora do Rosário, no memorável dia 7 de Outubro.
madonna-del-rosario-olio-su-telaNo decorrer da história
A Igreja seria ainda sacudida por muitas tempestades. Visando fortalecer seus filhos e prepará- los para suportar as grandes provações futuras, suscitou Deus uma alma de fogo com a missão de reacender a chama da devoção ao Rosário, o qual mais uma vez tinha caído no esquecimento. São Luís Maria Grignion de Montfort, o grande doutor da devoção à Mãe de Deus, exerceu sua missão profética um século antes da Revolução Francesa. As regiões nas quais se deram ouvidos à sua pregação foram as que melhor resistiram aos erros de sua época e conservaram íntegra a Fé.
Já no século XX, quando a Primeira Guerra Mundial estava em seu auge, Nossa Senhora veio, Ela mesma, em pessoa, lembrar aos homens que a solução para seus males estava ao alcance das mãos, nas contas do Rosário: “Rezai o Terço todos os dias para alcançar a paz e o fim da guerra”, repetiu Ela maternalmente aos três pastorzinhos, em Fátima. Na última aparição, em outubro de 1917, a Virgem Maria disse quem era: “Sou a Senhora do Rosário”. E para atestar a autenticidade das aparições e a importância do Rosário, operou um milagre de grandeza nunca vista, presenciado pela multidão de 70.000 pessoas que estavam no local: o sol girou no céu, ao meio-dia, parecendo precipitar- se sobre a terra, retomando depois sua posição habitual no firmamento.
Milagres dessa magnitude, encontram-se apenas no Antigo Testamento. Mas nem assim o mundo deu ouvidos à Mãe de Deus. E nunca se abateram sobre a Terra tantas desgraças, nunca houve tantas guerras, nunca a desagregação moral chegou tão baixo.
Entretanto, o meio de obter a paz para o mundo, para as famílias, para os corações, continua ao alcance de nossas mãos, nas contas benditas do Rosário, que Maria Santíssima trazia suspenso de seu braço quando apareceu em Fátima.
Papa João Paulo II, o Papa de Nossa Senhora do Rosário.
João Paulo II dedicou todo o seu Pontificado a Maria Santíssima. Ele declarou logo no primeiro dia de seu pontificado: Totus tuus Mariae (Tudo é de Maria). A devoção a Nossa Senhora do Rosário foi amplamente difundida e divulgada. Ele acrescentou mais um conjunto de Mistérios ao Rosário – os Mistérios Luminosos – em uma Encíclica que escreveu sobre o Santo Rosário.
A Oração que veio do Céu
O que dá verdade e embasamento ao Santo Rosário, é que nos foi ensinado pelo próprio Jesus, por Maria Santíssima e pelo anjo do Senhor. O Pai Nosso foi ensinado por Jesus quando disse aos apóstolos: quando forem rezar, dizei: Pai nosso que estais no Céu, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a sua vontade, assim na terra como do Céu. O pão nosso de cada dia nos daí hoje,  perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, não nos deixeis cair em tentação, e livrai-nos de todo o mal. Amém.
A oração da Ave Maria, foi nos ensinada pelo Anjo Gabriel, que apareceu a Maria dizendo:  Ave Maria Cheia de graça, o Senhor é convosco. Santa Isabel, cheia do Espírito Santo, como nos diz Lucas, disse a Maria: bendita sóis vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre, Jesus.  E a Igreja completou escrevendo: Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte amém.
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Nossa Senhora do Rosário Di Pompei
Atualmente o Santo Rosário é dividido em quatro conjuntos de mistérios, onde contemplamos os momentos da vida de Jesus e de Maria. Os quatro conjuntos de Mistérios são:
Mistérios Gozosos nos quais se contemplam a anunciação do Anjo a Maria; a visita de Maria a sua prima Isabel; o nascimento de Jesus em Belém; a apresentação de Jesus no templo; e Jesus perdido e achado no templo entre os doutores da lei.
Mistérios Dolorosos nos quais se contemplam a agonia de Jesus no Horto das Oliveiras; a flagelação de Jesus; a Coroação de Espinhos; Jesus carrega a Cruz até o Calvário; a Crucificação e morte de Jesus.
Mistérios Gloriosos nos quais se contemplam a Ressurreição de Jesus; a sua Ascensão ao Céu; a vinda do Espírito Santo Sobre os Apóstolos e Maria; a Assunção de Maria ao Céu; a coroação de Maria.
Mistérios Luminosos foram escritos pelo próprio Papa João Paulo II, em sua carta apostólica, Rosarium Virginis Mariae, no ano de 2002. Nestes mistérios contemplam-se toda a Vida pública de Jesus: o Batismo no Rio Jordão; o Milagre nas bodas de Caná; a proclamação do Reino do Céu e o convite a Conversão; a Transfiguração de Jesus no Tabor; a Instituição da Eucaristia.
Milagres de Nossa Senhora do Rosário
A devoção a Nossa Senhora do Rosário atravessa os séculos, trazendo a Igreja para o lado de Maria Santíssima, que a leva para a Salvação de Jesus. O Rosário de Maria une a terra aos Céus. Maria Santíssima, em suas aparições, sempre insiste para que as pessoas rezem o Rosário, que é um dos caminhos para se chegar a Jesus e a Salvação eterna. O Santo Rosário é também uma poderosa arma de intercessão, um meio certo de se obter graças através da Virgem Maria.
Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito de Paraty/Rio de Janeiro/Brasil. Construída em 1725
Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito de Paraty/Rio de Janeiro/Brasil. Construída em 1725
A devoção no Brasil
A festa do Rosário de Nossa Senhora no Brasil está ligada a grupos negros que realizam os autos populares conhecidos pelos nomes de Congada, Congado ou Congos. Por essa vinculação aos negros, o Congado se tornou também uma festa de santos de cor, como São Benedito e Santa Efigênia.
A Irmandade de Nossa Senhora do Rosário chegou ao Brasil no século XVI. Em Santos, a igreja matriz já tem como padroeira Nossa Senhora do Rosário. No século XVII, esta mesma imagem de Nossa Senhora é a padroeira principal de Itu, Parnaíba e Sorocaba.
A partir do fim do período colonial, as irmandades do Rosário passam a ser constituídas pelos “homens pretos”.
No Brasil, ela foi adotada por senhores e escravos, sendo que no caso dos negros ela tinha o objetivo de aliviar-lhes os sofrimentos infligidos pelos brancos. Os escravos recolhiam as sementes de um capim, cujas contas são grossas, denominadas “lágrimas de Nossa Senhora”, e montavam terços para rezar.
Registra-se as seguintes datas de fundação das Irmandades dos Homens Pretos:
  • 1640 - Rio de Janeiro (cidade), Rio de Janeiro
  • 1708 - São João del-Rei, Minas Gerais
  • 1711 - Cidade de São Paulo. Sede atualmente localizada no largo do Paiçandu, região central. A entidade foi criada para abrigar a religiosidade do povo negro, impedido de frequentar as mesmas igrejas dos senhores, e resiste à urbanização, mantendo em seu calendário uma devoção secular a Nossa Senhora do Rosário. São realizadas procissões, novenas e rezas do terço, despertando o interesse dos que transitam pelas proximidades da avenida São João e da avenida Rio Branco.
  • 1713 – Cachoeira do Campo e Sabará, Minas Gerais
  • 1715 – Ouro Preto, Minas Gerais
  • 1728 – Serro, Minas Gerais
  • 1754 - Viamão, Rio Grande do Sul
  • 1771 - Caicó, Rio Grande do Norte
  • 1773 - Mostardas, Rio Grande do Sul
  • 1774 - Rio Pardo, Rio Grande do Sul
  • 1796 - Salvador, Bahia
  • 1782 – Paracatu, Minas Gerais
A Irmandade do Rosário possuía a seguinte hierarquia: a Mesa Administrativa, o Conselho de Irmãos, a Coorte e o Estado Maior com suas Guardas. Em alguns lugares, devido à perseguição promovida pelo clero, algumas destas irmandades desvincularam-se da Igreja Católica. Mais recentemente, em algumas dioceses há uma reaproximação, através da Pastoral Afro-Brasileira.
Com quase três séculos de existência, a Irmandade do Rosário dos Homens Pretos é uma referência para movimentos de consciência negra, porque apresenta uma tradição religiosa que remonta aos tempos dos primeiros escravos

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Nossa Senhora do Brasil

>> terça-feira, 20 de agosto de 2013

madonna_del_brasileNossa Senhora do Brasil é uma imagem atribuída a Maria, mãe de Jesus, cujo nome original é Nossa Senhora dos Divinos Corações. No Brasil, passou a ser venerada como padroeira primeiramente em Pernambuco, tendo seu culto sido posteriormente disseminado pelo resto do país.
A imagem
A imagem de Nossa Senhora do Brasil já existia em 1725 com o nome de Nossa Senhora dos Divinos Corações. Naquele ano, ela foi escolhida para padroeira da prefeitura apostólica dos missionários capuchinhos em Pernambuco, tendo seu altar na igreja de Nossa Senhora da Penha, em Recife.
Existem registros de que já em 1710 a imagem era conhecida e venerada por índios em Pernambuco. A imagem teria ficado em uma das aldeias indígenas até o ataque dos calvinistas e outros protestantes em torno de 1630, quando desapareceu por um período, até ser descoberta pelos capuchinhos italianos em 1710 e por eles entronizada em 1725.
Em 1828, por causa das profanações de templos, Frei Joaquim de Afrágola, capuchinho e fervoroso devoto da milagrosa imagem, remeteu-a secretamente para o convento de sua origem em Nápoles, Itália, onde foi recebida com grandes honras. Lá a imagem recebeu a nome de “Madonna del Brasile” e foi colocada na igreja de Santo Efrém, no mencionado convento, onde tornou-se famosa por inúmeros milagres de caráter público – como a cessação de uma epidemia de “cholera morbus“, a preservação de suas vestes em meio a um incêndio que destruiu a igreja e numerosas curas.
madonna_del_brasile2A imagem foi redescoberta pelos brasileiros somente em 1924, quando o Bispo Dom Frederico Benício de Souza Costa, ouvindo falar dela em Nápoles, quis conhecê-la.
Desde então, várias tentativas foram feitas para trazer a imagem original de volta ao Brasil, sem sucesso. O nome de seu autor provavelmente nunca será conhecido, mas a crença não comprovada atribui aos primeiros jesuítas a origem da escultura. Também se admite que a inspiração tenha sido ditada pelo Beato Padre José de Anchieta, durante sua visita a Pernambuco.
Esculpida em madeira, a imagem representa uma Virgem de feições nitidamente índias, muito formosa, tendo ao colo um Menino mestiço, ostentando cada um, ao peito, um coração.
Quando foi criada a Paróquia do Jardim América em 1940, por Dom José Gaspar de Affonseca e Silva, segundo Arcebispo de São Paulo, foi instituído que a padroeira seria Nossa Senhora do Brasil.
A imagem original de Nossa Senhora do Brasil, conhecida como Madonna dei Sacri Cuori é venerada na Paróquia dos Santos Efebo e Fortunato na cidade de Nápoles, localizada na Piazza Sant Efremo Vecchio. No Brasil, há cinco paróquias principais dedicadas a Nossa Senhora do Brasil, a Igreja do Bairro da Urca no Rio de Janeiro, a Paróquia do Jardim América em São Paulo e a Paróquia do Jardim Brasil em Americana-SP e a Paróquia do Bairro São Deoclécio em São José do Rio Preto-SP, além de uma capela pertencente a Paróquia de Santo Antônio da Granja Vianna em Cotia-SP.
madonna_del_brasile1A padroeira
Poucos países têm o privilégio de terem seu nome ligado ao de Nossa Senhora, como Nossa Senhora da Áustria, de Luxemburgo, do Líbano e do Brasil.
A denominação de Nossa Senhora do Brasil surgiu informalmente entre o povo napolitano, conhecido por sua devoção mariana, na época em que a imagem esteve na cidade de Nápoles. Foi o povo napolitano que começou a invocar “Madonna del Brasile”. E isso ocorreu na primeira metade do século XIX, quando não havia se estabelecido ainda uma relação mais estreita entre Brasil e Itália, pois a grande imigração proveniente da região ainda não tinha começado.
O culto a Nossa Senhora do Brasil ainda não se tornou muito conhecido no território nacional. Apesar disso, Ela é venerada nas cidades do Rio de Janeiro, Porto Alegre, São Paulo, Americana e São José do Rio Preto, onde existem paróquias a ela dedicadas.
A oração
Pai de bondade, nesta hora importante, confiantes fazemos esta prece por nossa Terra.
Aflige-nos a miséria material e espiritual de milhões de irmãos.
Angustia-nos ver suas justas aspirações inatendidas.
Entristece-nos a falta de grandeza ética e religiosidade, na vida particular e no procedimento público.
Pedimos, pois, vossa graça, para que governantes e governados unam suas forças em busca do bem comum.
Renovai os corações para que surjam mulheres e homens novos, capazes de construir uma grande sociedade cristã, enraizada no trabalho, na justiça e na austeridade.
Isso vos pedimos pelos Sagrados Corações de Jesus e de Maria, aqui invocados sob o título de Nossa Senhora do Brasil, vossa e nossa Mãe querida, Amém.
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Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

>> quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

nossa_senhora_perpetuo_socorro

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é um título conferido a Maria, mãe de Jesus, representada em um ícone de estilo bizantino. Na Igreja Ortodoxa é conhecida como Mãe de Deus da Paixão, ou ainda, a Virgem da Paixão – relembra a Virgem Maria como socorro dos cristãos, em suas horas de necessidade.
A história
Na ilha de Creta havia um quadro da Virgem Maria muito venerado devido aos estupendos milagres que operava. Certo dia, porém, um rico negociante, pensando no bom preço que poderia obter por ele, roubou-o e levou-o para Roma.
Durante a travessia do Mediterrâneo, o navio que transportava a preciosa carga foi atingido por terrível tempestade, que ameaçava submergi-lo. Os tripulantes, sem saber da presença do quadro, recorreram a Virgem Maria. Logo a tormenta amainou, permitindo que a embarcação ancorasse, sendo salva num porto italiano.
Algum tempo depois o ladrão faleceu e a Santíssima Virgem apareceu a uma menina, filha da mulher que guardava a pintura em sua casa, avisando que a imagem de Santa Maria do Perpétuo Socorro deveria ser colocada numa igreja.
O milagroso quadro foi então solenemente entronizado na capela de São Mateus, em Roma, no ano de 1499, e aí permaneceu recebendo a homenagem dos fiéis durante três séculos, até que o templo foi criminosamente destruído.
Os religiosos se dispersaram e a santa caiu no esquecimento. Finalmente em 1865 a milagrosa efígie foi conduzida triunfalmente ao seu atual santuário por ordem do Santo Padre, que recomendou aos filhos de Santo Afonso de Ligório: – “Fazei que todo o mundo conheça o Perpétuo Socorro“.
Em 19 de janeiro de 1866, o Papa Pio IX confiou o quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro aos missionários redentoristas, com a especial recomendação: “Fazei que todo o mundo A conheça”. Para torná-lo conhecido e amado em todo o mundo outras cópias seguiram com esses missionários para a divulgação da devoção. Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi declarada Padroeira dos Redentoristas, cuja a festa é celebrada no dia 27 de junho.
Depois de restaurado, o ícone foi devolvido à veneração pública e entronizado solenemente na igreja de Santo Afonso, construída sobre as ruínas da antiga igreja de São Mateus e de São João de Latrão. Hoje, o quadro é o ícone da tradição bizantina mais venerado no mundo, graças ao trabalho dos redentoristas.
Ícone da Virgem da Paixão, Séc. XVI, pintado no Mosteiro de Santa Catarina no Sinai
Ícone da Virgem da Paixão, Séc. XVI, pintado no Mosteiro de Santa Catarina no Sinai
Iconografia
Não se conhece a origem da pintura denominada Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Alguns historiadores indicam que o quadro teria sido pintado por uma artista grego, por volta do século XIII ou XIV.
A tipologia da Mãe de Deus da Paixão está presente no repertório da pintura bizantina desde, no mínimo, o século XII, apesar de rara. No século XV, esta composição que prefigura a paixão de Jesus, é difundida em um grande número de ícones.
Andreas Ritzos, pintor grego do século XV, realizou as mais belas pinturas neste tema. Por esta razão, muitos lhe atribuem este tipo iconográfico. Na verdade a tipologia é bizantina, e quase acadêmica a execução do rígido planejamento das vestes; mas é certamente novo o movimento oposto e assustado do menino, de cujo pé lhe cai a sandália, e ainda a comovente ternura do rosto da mãe.
O ícone é uma variante do tipo hodigítria cuja representação clássica é Maria em posição frontal, num braço ela porta Jesus que abençoa e, com o outro, o aponta para quem, olha para o quadro, aludindo no gesto à frase “é ele o caminho”.
Na representação da Virgem da Paixão, os arcanjos Gabriel e Miguel , na parte superior, de um lado e do outro de Maria, apresentam os instrumentos da paixão. Um dos arcanjos segura a cruz e o outro a lança e a cana com uma esponja na ponta ensopada de vinagre (Jo19,29).
Ao ver estes instrumentos, o menino se assusta e agarra-se à mãe, enquanto uma sandália lhe cai do pé.
Sobre as figuras no retrato, estão algumas letras gregas. As letras “IC XC” são a abreviatura do nome “Jesus Cristo” e “MP ØY” são a abreviatura de “Mãe de Deus”. As letras que estão abaixo dos arcanjos correspondem à abreviatura de seus nomes.
Devoção popular
O ícone da Mãe de Deus da Paixão é muito difundido no Oriente Bizantino. Exemplares desta representação encontram-se nos museus de Atenas, Moscou, Creta, Leningrado e no Instituto Helênico de Estudos Bizantinos e Pós-bizantinos de Veneza.
A devoção no Ocidente à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro deve-se à ação dos Missionários Redentoristas que difundiram esta prática religiosa em suas áreas de atuação.
Nomes atribuídos à tipologia do ícone
Virgem da PaixãoMadona de OuroMãe dos Missionários RedentoristasMãe dos Lares Católicos. O mais difundido no ocidente é Mãe do Perpétuo Socorro.
No Brasil
No Brasil, a devoção chegou em 1894, trazida pelos padres holandeses da ordem Redentorista na cidade de Juiz de Fora/MG. Depois se espalhou por vários estados do país. Em São Paulo a devoção chegou pelos padres alemães da mesma ordem.
“Louvada, amada, invocada, bendita eternamente sejais, ó Senhora do Perpétuo Socorro, minha esperança, meu amor, minha mãe, minha felicidade e vida minha. Assim seja.” (Santo Afonso Maria de Ligório).

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Nossa Senhora do Bom Conselho de Genazzano

Esta é a Belíssima Imagem de Nossa Senhora do Bom Conselho, também chamada de Santa Maria de Scudari, que desde o século XIII, era venerada pelo povo Albanês.
No Século XIV, este povo  buscava Nela refúgio e proteção contra a invasão dos Turcos e Otomanos que naquela época assolavam seu País. Sem contarem com forte exército, o povo albanês recorria a Santíssima Virgem nesta sua Bela imagem para que dessem a eles um defensor. Deus ouviu suas orações e suscitou este defensor na pessoa do Monarca Jorge Castriota, mais conhecido como 
Principe Scanderbeg.
Homem devotíssimo da Santíssima Virgem, Scanderbeg lutava incansavelmente para defender a Glória da Mãe de Deus e de seu País.
Entre uma batalha e outra, Standerberg ajoelhava-se junto com seus soldados aos pés da Virgem de Scudari para lhe consagrarem a vida, rogarem por proteção e valimento nas batalhas. A Santíssima Virgem, por Sua vez, os retribuía com favores, graças e vitórias.
Após 23 anos de lutas em favor de seu País e de sua Senhora, Scanderbeg veio a falecer. Mas antes, pressentindo que sua morte estava próxima e temendo que o Belíssimo Quadro da Virgem do Bom Conselho e seu Santuário, os quais tanto amava, fossem profanados pelos exércitos inimigos, pediu a dois de seus soldados chamados Georgis e De Sclavis, que estivessem sempre aos pés da Santíssima Virgem e que a guardassem.
Após a morte de Standerberg, lamentavelmente,  o povo sofreu a influência do cisma bizantino, e oscilou entre a adesão e a rejeição a Santa Fé. Assim, a Albânia pagou as conseqüências de sua prolongada inconstância e tibieza.
Os exércitos Turcos vendo-se livres do “fulminante leão de guerra” investiram contra a Albania e a ocuparam quase que totalmente.
Somente Scútari, uma cidadezinha pequena ao norte do País, ainda não havia sido conquistada porque contava com ainda com ‘proteção’.  E isso havia sido falado pelo próprio Scandebeg antes da sua morte.
Mas sua caída, era só questão de tempo. Começou então o êxodo daqueles que não queriam perder a sua fé e tradições para os países vizinhos onde pudessem manter a fé católica.
Entre eles eram Giorgio e de Sclavis, ambos protagonistas desta história. Pensaram também em emigrar, mas algo os reteve ainda em Scútari. Era  uma igreja pequena onde se venerava uma imagem de Nossa Senhora, descida misteriosa do C éu fazia duzentos  anos. Pelas Graças que concedeu ,Seu Santuário tinha-se transformado no centro principal do peregrinação da Albânia.
Mas a devoção à imagem veio diminuindo e a verdadeira fé também. (Sem isto não se compreende a catástrofe do povo  albanês. ) De acordo com uma lamentação de um cronista da época : “…os moços e as moças,  já não têm gosto em florescer o altar de Maria em Scútari”, e o Santuário pareceu destinado agora a uma destruição inevitável.
Esta era a grande aflição de Giorgio e de Sclavis: deixar a Pátria no infortúnio, abandonando com ela aquele dom Celestial, o grande tesouro da Albânia. Com lágrimas, foram um dia ao velho Templo rogar a Santíssima Virgem em meio a grande dor, que Ela os desse o BOM CONSELHO que necessitavam. Pois lhes parecia que deviam preserva-la da fúria maometana e ao mesmo tempo  buscar o exílio para segurança de suas próprias almas.
Logo veio o Bom Conselho da Senhora à Georgis e De Sclavis. Ambos tiveram um sonho: A Santíssima Virgem lhes aparece e ordena-lhes seguirem-Na em uma grande Viagem. Dias depois, estando ajoelhados em oração diante de seu afresco, eis que o Belíssimo quadro da Senhora de Scutari  desprende-se de seu lugar e flutuando retira-se de sua Igreja.
TransladaçãoOs dois seguem-na atônitos e confiantes, pois a Senhora já os havia exortado.
Verificam, então, estupefatos e eufóricos, que sob seus pés as águas se transformam em sólidos diamantes, voltando
ao estado líquido após sua passagem. Que milagre! Tal como São Pedro sobre o lago de Genezaré, estes dois
homens caminham sobre o Mar Adriático, guiados pela própria “Estrela do Mar”.
Caminharam por vários dias sem comerem, beberem ou sequer cansarem-se. Tinham os olhos fixos na Senhora e A
seguiam pelo mar.
Eis então, que percebem ter chegado em algum lugar… Era outro País. Língua estranha e a Senhora… Onde estava? Perderam a visão da Senhora e isso os assolou de grande dor…
Passaram então a procurá-la, mas sequer sabiam falar o idioma daquela nação. Estavam na Itália, nas proximidades
de Roma.
Em paralelo a este acontecimento, vivia em Genazzano PETRUCIA NORA.Viúva desde 1436 e sem filhos.
Mulher muitíssimo devota da Santíssima Virgem Maria. Dedicava sua vida totalmente a Deus. Contava-se já com oitenta anos. Esta piedosa senhora recebeu do Espírito Santo a seguinte revelação: “Maria Santíssima, em sua imagem
de Scútari, deseja sair da Albânia”. Muito surpresa com essa comunicação sobrenatural, Petruccia assombrou-se mais ainda ao receber da própria
Santíssima Virgem expressa ordem de edificar o templo que deveria acolher o seu Afresco, bem como a promessa
de ser socorrida em tempo oportuno.
Começou então a idosa e virtuosa viúva a construir a Igreja. Vendera todos seus bens e usou de tudo que tinha para
poder atender ao pedido da Mãe de Deus, mas mesmo assim, o dinheiro não foi suficiente para edificar mais que uma parede de um metro de altura… Foi tudo o que conseguira. Enquanto isso, o povo de Genazzano negava-lhe ajuda.
Chamavam-na de louca, visionária, imprudente e antiquada. Cotidianamente usavam contra ela aqueles versículos bíblicos:
“-Pois qual de vós querendo edificar uma torre, não assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver
se tem com que a acabar? Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces, e não podendo terminar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele dizendo: este homem começou a edificar e não pode acabar.” (Lc. 14, 28-30)

Petruccia vivia na solidão. Sem ajuda, sem amigos…, Assim como Noé obedecia a Deus mesmo em meio as zombarias.
Petruccia Nora
O milagre
No dia 25 de abril de 1467, Festa de São Marcos que era padroeiro da cidade de Genazzano, Petruccia dirigi-se para a “igreja” para rezar. Era dia de feira. Quatro horas da tarde. O povo de Genazzano estava em meio ao barulho e bulício quando de repente ouvem uma celestial melodia e param para verem de onde vem.
Vinha de uma nuvenzinha branca que descia do Céu. Todos, atônitos, pararam e seguiram a nuvem para verificarem o que ocorria.
Estupefatos, observaram desfazer-se a nuvem e aparecer o belíssimo quadro da Senhora do Bom Conselho, descendo trazida por anjos para à  única parede inacabada que Petruccia conseguira construir e ali manter-se flutuando em meio
a melodias angelicais, badalar de sinos e espanto dos moradores.
Descia do céu a Senhora de Scutari, a SENHORA DO BOM CONSELHO para a igreja de Petruccia.
Quanta alegria e consolo para Petruccia que vê finalmente realizada a promessa da Mãe de Deus.
Dias depois, os valentes Georgis e De Sclavis que percorriam a Itália em busca de Sua Senhora, tomaram conhecimento do Milagre que havia ocorrido na cidade de Genazzano. Imaginaram então, que este podia ser o Afresco da Senhora.
Foram então, sem titubear para Genazzano onde, radiantes de alegria, puderam confirmar que o quadro que se mantia flutuando diante da parede daquela igreja inacabada era o mesmo que eles vieram acompanhando pelo Mar Adriático e que agora finalmente encontraram.  Estes então passaram sua vida servindo e amando a Senhora do Bom Conselho, na cidade de Genazzano.
Estava confirmado o superior desígnio da construção iniciada. Teve início, assim, em Genazzano um longo e ininterrupto desfilar de milagres e graças que Nossa Senhora ali dispensa. O Papa Paulo II, tão logo soube do que havia sucedido, enviou dois prelados de confiança para averiguar o que se passara.
Estes constataram a veracidade do que se dizia e testemunharam, diariamente, inúmeras curas, conversões e prodígios realizados pela Mãe do Bom Conselho. Nos primeiros 110 dias após a chegada de Nossa Senhora, registraram-se 161 milagres.
O povo então diante disto resolveu ajudar, e hoje, o Belíssimo Santuário encontra-se construído e mantém-se até os dias de hoje sua Imagem FLUTUANDO na parede construída por Petruccia, assim como se estivesse sendo segurada por mãos de Anjos.
Petruccia morreu poucos anos depois do Milagre tendo então cumprido com fidelidade a ordem que a Virgem lhe dera. Deixou a este mundo um grande exemplo de Santidade e Confiança em Deus mesmo diante de todas as dificuldades e perseguições.
Ainda hoje os católicos alvabenses tem esperança e rezam para que a Virgem do Bom Conselho, a Senhora de Scutari, volte para seu País e salve nele o catolicismo. Madre Tereza de Calcutá albanesa, quando esteve em Genazano no dia 10 de junho de 1993, deixou escrito no livro de visitantes:”-Maria, Mãe de Jesus, volta a tua casa na Albânia! Nós te amamos, nós temos necessidade de Ti. Tu és nossa Mãe, volta a tua casa na Albânia!Nós te pedimos!

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